21 de nov de 2009

Marcelo Muir - 25/10/2009

Para inúmeras pessoas o punk e o hardcore se apresentam apenas como um tipo de música. Para outras representa um pouco mais do que isso. Marcelo Muir é natural de Pindamonhangaba e viveu em sua cidade, e em São Paulo a experiência de novas formas do punk-hardcore na década de 90. Tendo passado pelas bandas Street Bulldogs e Another Side, ele nos fala como percebe hoje, os dias que dividia com amigos aquelas possibilidades.

Kiko Dinucci – 19/10/2009

As ações dos homens não estão descoladas do tempo e do espaço. Na história do punk, muitos lugares tornaram-se conhecidos pela movimentação social das cenas. Outros por marcarem o surgimento de grupos. Em São Paulo, a Vila Carolina é o exemplo claro disso, sendo identificado como o local do nascimento do punk no Brasil. No correr da década de 90, com mais e mais pessoas tomando conhecimento e se interessando pelo punk, diversos outros locais tiveram sua importância por congregarem pessoas que tinham interesses comuns. Kiko Dinucci cresceu no Parque Cecap em Guarulhos. Em suas memórias e lembranças ele evoca o primeiro momento de uma cena que estava por nascer, através do bom humor de sua fala, perpassam personagens, bandas, sentimentos e uma percepção amadurecida de um momento que viveu.


Guilherme Granado – 17/10/2009

Inúmeras pessoas passaram pelo universo do hardcore de diversas maneiras, uns ficando mais tempo, outros menos, cada um a seu tempo e modo, tirando dessa vivência as próprias conclusões sobre a vida. O músico do Hurtmold e São Paulo Underground era um dos membros do Againe, no correr dos anos 90. Rememorando sua experiência, com um viés reflexivo e crítico nos trouxe a constatação do que o hardcore enquanto comunidade pode vir a ser, e principalmente o que significou a ele em determinado momento.

Juliana Ferreira – 12/10/2009

As primeiras Verduradas na casinha do Jabaquara, marcam um momento importante para o straight-edge paulista e também para a cena hardcore. Naquelas matinês realizadas em fins de semana, seguindo a ética do faça-você-mesmo, muitas pessoas tomaram contato com uma nova perspectiva do que poderia ser e se fazer no que tange a punk enquanto movimentação cultural juvenil. Juliana Ferreira integrou a banda Infect e em seu depoimento relembra como foram suas primeiras percepções sobre aquele lugar e momento.


Alcir Hinfamy – 03/10/2009

A musicalidade produzida no universo do hardcore é bem variada e múltipla. Em se tratando da década de 90, novas vertentes de música pesada e extrema despontavam atraindo atenção de diversos jovens, tanto nas metrópoles como no interior. O surgimento do grindcore, e o estabelecimento de uma das mais ativas redes de correspondência da década de 90, trouxe para a cena hardcore novas possibilidades. Alcir tocou na banda Hinfamy e relembra como tomou contato com o grindcore além de comentar sobre a cena extrema do interior paulista.




Márcio Sno – 23/08/2009

Entre aqueles que se ligavam as gangues punks, ao hardcore, ao grindcore, ao straight-edge e ao anarco punk, existiam pessoas que transitavam por todas essas células. Além disso, era uma meio diverso para que as pessoas pudessem expressar suas idéias, e escoar sua produção. Márcio Sno, zineiro teve produção muito ativa no meio, colaborando em outros zines e tendo uma farta correspondência.


18 de nov de 2009

Francesco I. Coppola - 8/8/2009

No correr da década de 90 diversos grupos se organizam ao redor do hardcore-punk. Dessa maneira, bandas, grupos de afinidade, foram se constituindo. Francesco Coppola ao entrar em contato com as bandas que transitavam pelo Der Tempel (antiga casa noturna da Rua Augusta) em São Paulo, foi aos poucos adentrando um universo novo, com suas possibilidades de criação. Mesmo como muitos nunca tendo banda, teve participação ativa no cenário. Em seu depoimento lembra como foi a transição do vinil para o cd, ilustrando também como eram as relações, como era se organizar dentro da cena hardcore em um momento que a Internet ainda dava seus primeiros passos no Brasil.


14 de nov de 2009

Matéria

O jornalista Márcio Cruz acompanhou uma de nossas gravações e escreveu uma matéria publicada na Revista Trip deste mês. Caso queira ler, ela está também disponível na íntegra no site. Mais uma vez ficamos agradecidos pelo interesse, apoio e divulgação. Durante esses meses, mesmo sem atualizações no blog, o projeto do documentário continuou com o mesmo pique e temos mais 10 entrevistas prontas. Elas deverão estar com trechos disponíveis aqui em alguns dias. Este pequeno "sacrifício" na demora de atualizar o blog será compensando com ótimo material colhido da memória de pessoas tão especiais quanto as que aqui já estão.

Completamos nosso primeiro ano de produção alguns dias atrás, tão empenhados como no início . Felizes pelo projeto, por rever amigos e fazer novos. Mais uma vez deixamos nosso salve aos apoiadores, "brothers de sempre"em especial aqueles que tem nos impulsionado a seguir em frente, mandando emails, mensagens, perguntando e alastrando a informação. Isso vai nos dando força nas horas mais difíceis.